Conto: A FELICIDADE por H. Jackson Souza


Felicidade, agora!


Esta é historia de John e é totalmente baseada na realidade de acordo com a visão de um poeta, de como encontrar a sonhada felicidade ou apenas a busca constante da mesma por um homem que realmente a mereceu.

Helenilton Jackson





O COMEÇO

           Numa bela praia do litoral de fortaleza um homem aparentando uns setenta e cinco anos caminha lentamente sentindo aquela água fria batendo nos calcanhares e ouvindo o profundo som das ondas do mar, senta junto à areia levemente molhada e sente como a felicidade estava nas coisas mais simples que se pudesse imaginar e sente ao mesmo tempo um arrependimento e um orgulho por todos os momentos que vivera a procura deste simples sentimento pelo o qual se mata, se ama, se odeia, se fere e se transforma evoluindo a cada ilusão que se enfrenta, mas agradece não sabendo a quem por em fim ter encontrado “a felicidade”.
         Em primeiro de novembro de 1960 nasce na santa casa de fortaleza pesando um quilo e meio uma criança que aparentemente iria conhecer a “felicidade” por toda a sua vida, sua mãe Juana com vinte e nove anos terá seu primeiro filho, no seu segundo casamento, ela advogada formada financeiramente muito “feliz” sentira naquele momento em que a enfermeira uma mulher loira, “minha mãe me dissera uma vez que ela imaginara ser um anjo”, colocara aquele lindo menino tão frágil em seus braços, “ela disse que foi o primeiro momento em sua vida em que ela sentira uma real felicidade”, mas nunca conseguiu-me explicar em palavras o que sentira naquele exato momento.  Não muito longe dali o homem corre desesperado em direção ao hospital, entra rapidamente olhando para um lado e outro e se dirige a recepcionista com a voz tremula.

----Oi, sou... , sou Fernando Marques, esposo de Juana Marques, ela estar tendo nosso filho aqui...
    
          A moça com uma aparência meio arrogante olha rapidamente no computador sem rodeios e lhe responde muito seria.

----Sim senhor, ela já estar no quarto em recuperação, quarto 13 senhor, seguindo o corredor.

----Obrigada...
       Agradece sem olhar para ela e sai correndo como se estivesse a morrer olhando para todos os lados, todas as portas procurando desesperado o número 13, ao ver a porta entrar como se estivesse a arrombar a porta e se dirige rapidamente a uma mulher deitada na cama.

----Amor porque você não me avisou eu quase sofri uma parada cardíaca e uma batida com o carro correndo desesperado pelas ruas, você estar bem...

----Sim, ele é lindo, se acalme e eu estou muito bem e...
Você é o mais novo papai...

----Tenho outra boa noticia para nos três, ganhei uma promoção no trabalho, iremos morar no Rio de Janeiro, o que você acha?

----O importante é estarmos juntos e felizes!

-----Ele irá se chamar John, John Marques...

      John neste momento dormia tranqüilo nos braços de sua mãe e não sequer imaginara que com esta decisão estava selado o seu destino “infeliz”.
                               
Prometendo

             Seis anos mais tarde em plena ditadura militar Fernando que era chefe do jornal
 O ESTADO estava sendo perseguido pelos militares e é assassinado na véspera do aniversário de John. Juana com receio por sua vida e a de John vai morar em Londres na Inglaterra prometendo a John dentro do avião “ser feliz” e John lhe pergunta...

----O que é a felicidade mamãe?

----A felicidade é...
          Neste momento Juana pensa em Fernando e como estavam felizes, olha para John e diz:

----É quando você encontra tudo o que precisa para viver filho, ai você estará feliz e sentira a “felicidade”, mas é muito difícil encontrá-la, muito difícil! , e diz sem perceber:

----Isso é o que eu achava ser a felicidade...
       
Mas é interrompida pela voz tremula de John

----Mamãe...

----Sim John

----Eu prometo que vou encontra a felicidade

----Você vai sim John, com certeza

        Juana ficou pensando na promessa que John fizera a ela, e disse apenas para si, vou fazer tudo para que isso aconteça John, tudo...
       Ao chegar ao país da rainha como chamava Fernando, John e sua mãe foram recebidos por Fred um grande amigo de Fernando o qual já o conhecera há sete anos, John o define como o papai Noel pela sua idade talvez ou pela sua barba branca e sua barriga um pouco grande, Fred após lamentar pela morte de Fernando leva Juana para sua casa, mas com certa ou posso dizer esquisita maneira. Juana consegue um emprego e Fred como era aposentado fica tomando conta de John.
    
       John aparentemente uma criança normal que ia a escola guardava o trauma da morte de seu pai no fundo da sua alma e o concretizava em sua mente.
     Um dia aparentemente igual a outro John chega da escola entra em casa sorrateiramente, mas sem esta intenção, escuta Fred conversando com um retrato de uma mulher muito linda, segundo John, dizendo:
 
----A minha felicidade foi junto com você meu amor...
     Fred pega algo na mesa do lado da poltrona onde estava sentado, John ver um objeto brilhoso que não consegue saber o que é após John só ouve um barulho muito alto e depois Fred cai no chão.

Namorando com a tristeza

        Há alguns minutos dali Juana sai do trabalho muito triste, mas sem saber exatamente o porquê, andando bem devagar para que demore a chagar no seu carro, mas como a morte ela chega ao seu destino aparentemente irremediável e segue para sua mais nova casa. Ao entrar começa a chamar por John e Fred que não responde, quando Juana ver John sentado no sofá olhando para Fred com sua face parada no tempo, ela pergunta a John o que aconteceu, mas John não responde e apenas desvia rapidamente olhar para ela que o pega e o leva para seu quarto.
      John passa os próximos cinco anos sem falar uma palavra se quer e sem mostrar um sorriso nem algum sinal de que a “felicidade” passasse perto dele muito menos estivesse La.
     No dia primeiro de 1970 no aniversário de dez anos de John sua mãe mostrando estar muito feliz, mas infelizmente apenas mostrando porque ela já não tinha um momento feliz há muito tempo por estar fora de seu país, com um filho em depressão, financeiramente falida, mas mostrando estar com muita felicidade para ver se retirava um sorriso daquele rosto o que ela não via há cinco anos.
     Mesmo sua mãe feliz e com alguns parentes que estavam de visita, John sempre dentro de seu mundo como se este fosse a anos luz daquela cidade chamada Londres, John depois de seu aniversário vai deixar seus parentes no aeroporto com sua mãe.
      Após despedirem-se Juana para tentar animar John o convida para ir ao cinema já que John gostava muito de ver filme na TV, mas mesmo sem John falar nada ela decide levá-lo, duas horas depois no caminho de casa Juana liga o radio do carro e ver o sinal amarelo, mas decide passar imaginando que pelo horário não tenha muito movimento, ela olha rapidamente para o lado ver John olhando pela janela e diz baixinho “eu te amo filho”, olhar agora para aquela aparente rua deserta e um caminhão bate com muita força no lado do motorista jogando o carro por metros.

Lembrando da promessa

     John abre seu olho mesmo com um pouco de dor e ouve uma voz família e reconhece como a de sua mãe...

---- Você deve cumpri sua promessa meu filho porque agora eu estou feliz.

    John ouve uma voz que não ouvia há seis anos e pela primeira vez dar um sorriso mesmo aquele tremer de seus lábios não parecendo um sorriso, mas era sim.

----Eu sempre estive e sempre vou estar com você filho, nos prometa que irá cumpri a promessa que você fez a sua mãe.

       John achando estar falando responde “sim pai” e desperta com o impacto do desfribilador em seu pequeno peito e mesmo sendo uma criança de dez anos, ele sentira que “ressuscitará” da morte como uma fênix.
      Uma semana depois John sai do hospital acompanhado pela amiga de sua mãe Mary a qual ele perguntou com uma voz que ela nunca tinha ouvido antes.

----Como encontrar a felicidade...

     Mary sem saber o que dizer para John responde que ira dizer tudo quando chegar em casa imaginando que John iria esquecer estar pergunta tão difícil de responder que ela julgava não saber a resposta.
      John no caminho de sua nova casa começa a se lembrar do dia no avião onde prometeu encontrar a felicidade e liga rapidamente esta promessa a voz que ele julgara ser de seu pai e diz apenas para si “eu encontrarei isto que chamam de felicidade”.
     Ao chegar John olha e ver uma casa que tinha uma energia que ele não conseguia descrever e entra, mas sentindo algo ser destruído dentro de si.  Mary sem saber como falar com John porque lembrava de sua amiga falando que John era... Seu pensamento se interrompe com a voz já levemente melhor de John.

----Onde estar?

Mary sem saber o que não mais lembrando do que prometera a John no hospital.

----onde estar o que John?

----onde estar à felicidade? Mary lhe responde com aquele lindo e incomparável sotaque inglês.

     Há sim, haa... John sente-se aqui

     John se dirige a um sofá muito bonito de cor de madeira e senta-se com muito gosto. E Mary começa a falar mesmo sem saber o que dizer a John.

----A felicidade John é algo muito especial que todos desejam encontra, mas que apenas pessoas especiais como você encontram, porem John não se pode ter a felicidade quando se quer ela estar neste momento em busca de você como você estar em busca dela certo.

----certo.

----Ela é uma das muitas coisas que o dinheiro não pode comprar pelo menos a verdadeira felicidade não, a felicidade é um estado de espírito que não se pode ganhar a força nem roubar só pode ser dada junto com outro muito especial que chamamos de amor por isso deve-se merecer a “felicidade” John, agora venha, vou mostrar seu quarto.

     John subiu as escadas ainda tentando entender o que Mary lhe falou a respeito da então sonhada “felicidade” e então naquela noite disse para si mesmo que encontraria a felicidade em nome de seus pais e que assim que terminasse a escola e estivesse com idade iria sair em busca para cumprir sua promessa, mas John ainda não sabia que sua busca começaria logo.

Primeiro sinal

         Oito longos anos de angustia se passam e no lindo dia dez de 1978 John se sai da escola para a faculdade de psicologia na qual passa os próximos três anos e meio seguintes, os quais foram os mais interessantes da vida deste rapaz que sofrera por muitos anos. Psicólogo formado John decide voltar para o Brasil por que no fundo de sua alma ele sabia que sua sonhada “felicidade” estava no seu país de origem.
       John marca este dia em sua memória por que significa o primeiro passo para o pagamento de sua promessa.

----Dia trinta de agosto de 1972, esta é a data da minha largada em busca da minha felicidade tia Mary.

----Sim John você encontrara sua felicidade com toda certeza no Brasil
Vá meu filho, saiba que eu te amo como se você fosse meu filho de sangue.

----Eu também amo você tia Mary, ate...

        John embarca no vôo 013 da vaiáreis as seis da tarde com a esperança de alguém que julga mudar o mundo ou no mínimo ajudar para que isso aconteça.
       John desembarca no aeroporto Pinto Martins de Fortaleza e respira aquele maravilhoso ar de cidade do litoral e segue para um hotel na orla marítima da cidade, no entardecer John vai rever a maravilhosa ponte metálica ou ponte dos ingleses que era como John conhecia e com aquele por do sol que parece não ser deste mundo John tem uma lembrança de sua família passeando no entardecer para ver o por do sol, John fixa seu olhar naquele incrível por do sol e não percebe uma mulher que se encosta no apoio ao seu lado. Depois de alguns minutos e quando o sol já se porá John ouve um “oi” e leva um tremendo susto. 

----Desculpa eu não queria lhe assustar, mil desculpas...

E John com um pouco de sotaque inglês e meio atrapalhado com as palavras responde educadamente a moça que parece um pouco preocupada.

----não se incomode eu estava completo desajeitado, quer dizer “destraido”
Ola meu nome é John, John Marques e qual é o seu...


----Desculpe novamente, é meu nome é Isabel Cruz como vai...
     Eu adoro assistir esse por do sol deste lugar é único e maravilhoso para a alma,
     Sabe me traz uma felicidade de espírito...

          E John ao ouvir aquelas palavras sente algo em si que não consegue descrever, mas que é de muito bom gosto que julga ser por conseqüência do frio da época, mas pergunta a moça que julga estar feliz...

---- o que é a felicidade para você? Porque você sente a felicidade com tanta facilidade “com um simples por do sol”.

----Eu realmente não sei lhe dizer em palavras o que é a felicidade mais eu me sinto feliz com a minha família, em ver coisas agradáveis e maravilhosas como, por exemplo, esta linda beleza da natureza que é este simples por do sol como você disse.
Porque John a felicidade não estar no que se quer, mas nas coisas mais simples que você possa imaginar naquele simples por do sol, naquele primeiro beijo, no olhar de orgulho de sua mãe, no abraço de seus amigos, nas mais simples brincadeiras com os amigos, na primeira relação amorosa com quem você ama e dentre outras coisas tão simples de se ter que não precisa de um centavo pata comprar.

       John fica maravilhado com a teoria de Isabel, mas não sabe ainda o porquê não consegue entender este simples fato, porem ao olhar os olhos de Isabel John sente uma bomba atômica explodir dentro de seu coração e sente segundo entenderá depois ser o primeiro sinal da sonhada felicidade e sem perceber se viu beijando Isabel.

Construindo a felicidade

        Aquele beijo foi realmente o estopim para a felicidade de John com toda a certeza, depois daquele dia John e Isabel começaram a namorar e John viveu os primeiros de seus momentos de alegria a qual ele não tinha há muito tempo, mas John não conseguia compreender como aquela mulher conseguia trazer a felicidade para John e ele se lembrou do que tia Mary lhe falara a alguns anos atrás, de que a felicidade na maioria das vezes vinha com o amor.
          John com vinte e dois anos dera inicio a sua felicidade mais sabe ele que já estava mais do que na hora dele encontrá-la e escrevera uma carta para tia Mary a qual eu traduzi e pedi permissão a Isabel para exibi-la.

Ola querida tia Mary                                                             Sete de janeiro de 1972

         Tia Mary eu cheguei muito bem aqui no Brasil e já estou me estabelecendo, estou procurando uma linda casa para eu morar e estabelecer meu consultório de psicologia espero que esteja tomando seus remédios na hora certa por que se não estiver irei puxar sua orelhar viu e senhora ainda irá viver por cem anos com certeza e não deixe alguém dizer o contrario porque será mentira.
       Minha busca estar muito bem e já estou começando a entender o que me falara há anos atrás a respeito da felicidade, conheci uma garota que eu acho estar me trazendo a “felicidade” eu e ela estamos namorando e me sinto como se tivesse a voar sem asas gostaria muito que a senhora venha me visitar quando estiver estabelecido em uma casa.
       Se cuide, eu lhe amo muito tia Mary e muito obrigada por tudo o que a senhora me ensinou e por ter estado comigo nestes anos de sofrimento e agonia que tenho certeza terem acabados, um abraço para Fernanda, Daniel, Rony, Emma e Jonathan e não se esqueça de cuidar de Fred de lhe muita ração e água fesca.

                                                                                                                                                           Beijos e abraços de seu querido John

       Esta é uma das muitas cartas escritas a tia Mary pó John, Mary falecera um ano após esta data, John e Isabel agora já com mais de um ano de namoro foram para o enterro de Mary em Londres o qual John se lembrara de todos os momentos que vivera com Mary e que ele por conseqüência da perda de sua segunda mãe julgara não ter aproveitado muito bem. No dia primeiro de novembro John completa vinte e três anos e dar a si mesmo o seu melhor presente, ele pede Isabel em casamento que para alegria de John aceita e John sentira sua felicidade se concretizando cada vez mais.
    
      Alguns meses depois John se casa e se muda para a linda casa que comprara no bairro do Benfica onde ele também inaugurava seu consultório de psicologia o qual alguns anos depois ganhou um premio importantíssimo a área, assim John estabelecera uma vida e uma rotina na qual lhe dava muito prazer pessoal e profissional que a felicidade cada vez mais em seu coração.
     
     Mais um dos dias mais marcantes para a felicidade de John foi o de cinco de dezembro de 1990 o qual nascera Juana a primeira filha de John e Isabel segundo Isabel depois que John olhara nos olhos de Juana ele dissera: “Deste dia em diante eu me considero um homem completamente feliz e compro minha promessa mamãe eu encontrei a felicidade” e no dia nove de junho quando nascera o primeiro filho homem e seu segundo filho John já não conseguia medir sua felicidade.
Felicidade, sim!
 Um lindo casal caminha na praia com as mãos entrelaçadas, mas este casal era John e Isabel, John agora com setenta e cinco anos diz a Isabel...
----Você deveria se chamar felicidade bel por que você é sim à prova concreta que ela existe realmente, obrigada por me fazer feliz, eu te amo...
----Felicidade, a sonhada felicidade eu posso dizer que este meu sonho passou a ser realidade naquele dia de um lindo por do sol de 1972 quando lhe conheci John, obrigada também meu amor eu lhe amor.
        John e Isabel se beijaram e abraçaram como nunca antes e Isabel sentiu uma leve tristeza em seu coração e chamara John para entra, mas John pedira para caminhar mais um pouco e Isabel segue para a pousada e John continuara a andar por alguns minutos a mais sentindo aquela água fria em seus calcanhares e ouvindo o profundo som das ondas do, mas John decide sentar na areia levemente molhada e pensara que a felicidade estava realmente nas coisas mais simples que se pudesse imaginar e agradece a sua mãe, seu pai, tia Mary e a Isabel sem esquecer-se de seus filhos Juana e Fernando por proporcionarem a felicidade, dizendo em voz baixa “obrigada”.
       John deita devagar na areia levemente molhada e fecha os olhos e lembra-se de todos os momentos de sua vida em segundos e cai num sono...
Promessa cumprida
      Após uma hora Isabel fica preocupada com John e chama Fernando que o vai procurar, depois de alguns minutos procurando por seu pai Fernando o acha deitado na praia e ao chegar perto de John Fernando ver em seu rosto um leve, porem evidente sorriso, mas constata que John já estará morto.
     No enterro de John seus amigos feitos, seus filhos e sua estimada esposa choravam próximo ao caixão e Fernando ler as palavras que foram escolhidas para sua lápide...

----AQUI JAZ UM HOMEN QUE CONHECEU A FELICIDADE, JOHN MARQUES JUNIOR...      
FIM

Felicidade
Adentrei a este mundo
A procura da felicidade
Procurei em toda parte
Em todos os cantos da cidade

A procuro como um louco
Desempenhado em achar
Oh felicidade danada
Não tem mais onde procurar

Só falta procurar dentro de mim
Mas que idéia essa que pensei
Mas procurei tentei

Em fim, não é que encontrei
Em mim o tempo todo estava
Esperando eu me achar
                                             (Helenilton Jackson)
                “A felicidade estar nas ciosas mais simples que você possa imaginar”
                                                                                                                           (Helenilton Jackson)

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